seminários
 



seminários do 2° semestre de 2010
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FREUD – A VIRADA DOS ANOS 20
Coordenação: Enaide Bezerra Barros
terça-feira | 10/08/10 a 30/11/10 | 14 encontros | 15h30 às 17h

O além (do princípio do prazar) constitui o ponto a partir do qual Freud interroga os fundamentos de sua metapsicologia, um ponto fora do universo do princípio do prazer com que interpela sua soberania nos processos inconscientes. Por ocasião da reformulação a que submeteu sua doutrina na virada dos anos 20, Freud repensou também a tópica, a civilização, a organização sexual infantil, a teoria das pulsões, a teoria das neuroses, a teoria da angústia e o sintoma. As consequências desta reformulação, mais do que técnicas foram éticas, pois as funções classicamente atribuídas ao sujeito do conhecimento, como o pensamento, a percepção, o juízo e a memória são funções do desejo.


LACAN – O REAL II
Coordenação: Adelina Lima Freitas e Enaide Bezerra Barros
terça-feira | 10/08/10 a 30/11/10 | 14 encontros | 17h às 18h30
Professores convidados: Denise Maurano, Nadiá Paulo Ferreira e Cynthia de Paoli

Este é o quarto curso de um programa sobre o Ensino de Lacan, elaborado para três anos. O tema deste semestre é o Real II, onde será abordado: os paradigmas do gozo; a relação sexual não existe; pulsão e gozo; a lógica da fantasia; sintoma e gozo.


TEORIA DE WINNICOTT 3 – ESTUDO DO CASO PIGGLE
Coordenação: Ruth Goldenberg
terça-feira | 17/08/10 a 23/11/10 | 12 encontros | 20h00 às 21h30

Leitura e estudo teórico clínico de todas as 16 sessões do caso clínico “The Piggle” de D.W. Winnicott.


ÉDIPO: DO MITO Á PSICANÁLISE
Coordenação: Érica Levy e Gilda Pitombo
quarta-feira | 18/08/10 a 22/09/10 | 6 encontros | 10h às 11h30

No anexo à Carta 64, de 31 de maio de 1897, Freud inicia suas primeiras articulações entre o mito de Édipo e a base das neuroses. Na Carta 71, afirma que “cada pessoa da platéia foi um dia, em ponto menor ou em fantasia, exatamente um Édipo e cada pessoa retrocede horrorizada diante da realização de um sonho, aqui transposto para a realidade, com toda a carga de repressão que separa seu estado infantil do seu estado atual”. Propomos retomar o mito para esclarecer o conceito freudiano, abordando temas como: o enigma da Esfinge e a questão com o saber; o estranho familiar; a noção freudiana de desamparo e o desamparo na vida moderna; o romance familiar como resposta ao desamparo. Apresentaremos fragmentos clínicos articulando com a prática psicanalítica.


DIÁRIOS CLÍNICOS
Coordenação: Bruno Campos e Márcio Pereira
quarta-feira | 18/08/10 a 06/10/10 | 8 encontros | 17:30h às 19h

A proposta deste seminário é discutir e desenvolver questões diretamente da clínica psicanalítica. O objetivo é apresentar contribuições de grande relevância na Psicanálise, através de textos clínicos de diversos autores (Ferenczi, Leclaire, Julien, Calligaris, etc). A partir de questões clínicas marcadamente singulares, aprofundar o posicionamento do analista em constante afetação mútua como analisando, articulando com a apresentação de fragmentos clínicos, além de associações com a linguagem cinematográfica.


A CLÍNICA PSICANALÍTICA FACE ÀS COMPULSÕES: ESTRATÉGIAS POSSÍVEIS
Coordenação: André Avelar
quarta-feira | 01/09/10 a 17/11/10 | 12 encontros | 13h30 às 15h

O propósito deste seminário é retomar a investigação teórico-clínica da ‘compulsão à repetição’ a partir da noção de trauma, situação disruptiva na qual não vigora a lógica do princípio de prazer. Em nosso percurso será utilizado o modelo freudiano da experiência da dor, presente desde os primórdios do pensamento freudiano, base para a teorização de uma outra modalidade de repetição, não referida à experiência de satisfação. Durante todo o curso faremos um cotejamento constante com situações clínicas de modo que problematizem a posição do analista diante de tais impasses.


ARTE, FILOSOFIA E PSICANÁLISE – INTERLOCUÇÕES
Coordenação: Bruno Campos
quarta-feira | 13/10/10 a 01/12/10 | 8 encontros | 17:30h às 19h

A proposta deste seminário é abrir o processo psicanalítico a interlocuções com referências externas a seu universo teórico-clínico. Referências das artes – poesia, cinema (a partir da apresentação de edições de filmes) – e da filosofia, serão utilizadas com o objetivo de serem “potencializadores de sensibilidade” do psicanalista, de modo a ampliar os limites do campo transferencial, marcado pelo permanente contato como singular. Autores como Fernando Pessoa, Manoel de Barros, José Gil, Clarice Lispector, entre outros, serão cotejados com questões da clínica psicnalítica, inclusive através de fragmentos de casos apresentados durante os encontros.


O DESLOCAMENTO DA NOÇÃO DE INCONSCIENTE DE FREUD A LACAN (2A PARTE)
Coordenação: Ivanisa Teitelroit Martins
quinta-feira | 19/08/10 a 18/11/10 | 14 encontros | 18:30h às 20h

Análise da construção do conceito do inconsciente: a denegação ou negativa, Verneinung. Em Além do Princípio de Prazer Freud discute a oposição entre pulsões de vida e pulsões de morte. Em A Negativa propõe que a afirmação, Bejahung, pertence a Eros e a negativa pertence a um instinto de destruição, sendo que o símbolo da negativa dotaria o pensar de uma primeira medida de liberdade face à repressão. Em colóquio, Hyppolite e Lacan debateram o termo denegação como Aufhebung do recalque na aceitação ou não do retorno do recalcado. Baudelaire, Bataille e Sartre são referências para a adoção da Aufhebung como suspensão do recalque.


TEORIA DE WINNICOTT 2 – SEMINÁRIO AVANÇADO
Coordenação: Ruth Goldenberg
sexta-feira | 20/08/10 a 05/11/10 | 12 encontros | 14h30 às 16h

Leitura e discussão de textos de autores contemporâneos com o objetivo de aprofundamento da teoria de Winnicott: Andre Green – O negativo; Gilberto Safra – Da ação ao gesto; René Roussillon – Linguagens não verbais; Thomas Ogden – Posição autista contígua.


FOUCAULT E A CLÍNICA PSICANALÍTICA 4
Coordenação: Angela Coutinho
sexta-feira | 20/08/10 a 19/11/10 | 14 encontros | 16h às 17h30
Horário das palestras: 6as feiras das 17:45 às 19h15 em datas a serem confirmadas.

Neste semestre o foco do seminário será a presença da psicanálise no pensamento de Foucault. Embora a psicanálise não tenha ocupado o espaço central na investigação de Foucault, ela sem dúvida foi o motor de muitas de suas análises. Ao longo de sua obra Foucault, mantém com a psicanálise uma relação que poderíamos chamar de ambivalente, ora a enaltecendo-a, ora tecendo severas críticas a ela. Nosso objetivo é estabelecer uma interlocução da psicanálise como pensamento foucaultiano, sobretudo em resposta ao seu posicionamento frente à mesma, apoiados em nossa experiência clínica. – Além dos seminários serão organizadas palestras, para as quais estão previstos os seguintes convidados: Auterives Maciel, Joel Birman, Paulo Vaz e Yolande Lisbona.


SUBJETIVAÇÕES 12 – O TEMPO NA CLÍNICA ANALÍTICA
Coordenação: Eduardo Rozenthal e Auterives Maciel
sexta-feira | 29/10/10 a 03/12/10 | 6 encontros | 17h30 às 19h

O seminário pretende problematizar as modalidades de tempo envolvidas no trabalho clínico da psicanálise. Abordaremos Cronos e o princípio de realidade; a “a-temporalidade” do inconsciente, que rompe como princípio de identidade, nos interessará; o não-tempo da pulsão, tempo do virtual que nunca passa, mas que faz o tempo passar, será ainda objeto de nossa pesquisa. O tempo lógico de J. Lacan nos ajudará nestas vias aneladas. Para a estratégia da problematização, iremos estabelecer um diálogo com o pensamento filosófico, de forma que, colocando psicanálise e filosofia lado a lado, possamos redescrever certas hipóteses da clínica analítica.